Nova Clinica Luz - O que é a doença ulcerosa péptica

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Úlcera péptica é a erosão em um segmento de mucosa gástrica, classicamente no estômago (úlcera gástrica) ou nos primeiros centímetros do duodeno (úlcera duodenal), que penetra na muscular da mucosa. A Nova Clínica Luz esclarece.

O que é a doença ulcerosa péptica

Úlcera péptica é a erosão em um segmento de mucosa gástrica, classicamente no estômago (úlcera gástrica) ou nos primeiros centímetros do duodeno (úlcera duodenal), que penetra na muscular da mucosa.

Praticamente todas as úlceras são causadas por H. pylori ou uso de AINE.

SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas dependem da localização da úlcera e da idade do paciente. Muitos pacientes, em particular os idosos, têm poucos ou nenhum sintoma. A dor é o sintoma mais comum, em geral localizada no epigástrico e aliviada com a alimentação ou uso de antiácidos. A dor é descrita como queimação ou corrosão ou sensação de fome, algumas vezes. Seu curso é geralmente crônico e recorrente. Somente cerca da metade dos pacientes tem sintomas característicos.

Os sintomas da úlcera gástrica não seguem um padrão consistente (p. ex., a alimentação às vezes exacerba os sintomas, em vez de melhorá-los). Isto é especialmente verdadeiro para úlceras do canal pilórico, que em geral são associadas a sintomas de obstrução (p. ex., distensão, náuseas, vômitos) causados por edema e cicatrização.

As úlceras duodenais tendem a produzir uma dor mais consistente. A dor está ausente quando o paciente acorda, mas aparece no meio da manhã, é aliviada pela alimentação, mas recorre 2 a 3 h depois da refeição. Dor que acorda o paciente no meio da noite é comum e bastante sugestiva de úlcera duodenal. Em neonatos, perfuração e hemorragia podem ser as primeiras manifestações de úlcera duodenal. A hemorragia pode também ser o primeiro sinal na infância, embora vômitos de repetição ou evidência de dor abdominal possam ser sugestivos.

DIAGNÓSTICO

Endoscopia e Algumas vezes, níveis de gastrina

O diagnóstico de úlcera péptica é sugerido pela história do paciente e confirmado por endoscopia. Em geral, o tratamento empírico inicia-se sem diagnóstico definitivo. Entretanto, a endoscopia permite biópsias ou escovado para citologia gástrica e lesões esofágicas, para a diferenciação de simples ulceração e câncer gástrico ulcerado. O câncer gástrico pode estar presente com manifestações similares e deve ser excluído, em especial nos pacientes com mais de 45 anos de idade, com perda de peso ou que referem sintomas intensos ou refratários. A incidência de úlcera duodenal maligna é extremamente baixa, portanto, biópsias de lesões nessa área são de grande valia. A endoscopia também pode ser usada para o diagnóstico definitivo de infecção por H. pylori, devendo ser estabelecido quando a úlcera for detectada.

O tumor produtor de gastrina e a síndrome de Zollinger-Ellison devem ser considerados quando existirem úlceras múltiplas ou em localizações atípicas (p. ex., pós-bulbar) ou refratárias ao tratamento ou quando o paciente apresentar diarreia proeminente ou perda de peso. Os níveis de gastrina sérica devem ser medidos nesses pacientes.

RECORRÊNCIA

Fatores que afetam a recorrência ulcerosa incluem falha na erradicação de H. pylori, uso de AINE e tabagismo. Com menos frequência, o gastrinoma (síndrome de Zollinger-Ellison) pode ser a causa. A recorrência em 3 anos das úlceras gástricas e duodenais é inferior a 10% quando se erradica H. pylori com sucesso, mas é superior a 50% quando a erradicação não foi alcançada. Portanto, um paciente com doença recorrente deve ser submetido à pesquisa de H. pylori e novamente tratado, se os testes mostrarem permanência da infecção.

Embora o tratamento a longo prazo com bloqueadores H2, IBP ou misoprostol diminua o risco de recorrência, seu uso rotineiro com esse propósito não é recomendado. Contudo, pacientes que necessitam usar AINE depois de terem úlcera são candidatos à terapia prolongada, do mesmo modo que pacientes com úlceras marginais, perfuração anterior ou sangramento.

Câncer gástrico

Pacientes com úlceras associadas a H. pylori apresentam riscos 3 a 6 vezes maiores de processo canceroso gástrico posteriormente. Não há risco aumentado de malignidade em úlceras de outra etiologia.

TRATAMENTO

Erradicação de H. pylori, quando presente e Fármacos supressores de ácidos

O tratamento das úlceras gástricas e duodenais requer a erradicação de H. pylori, quando presente; ver também o resumo da revisão de Cochrane Antibióticos para pessoas com úlceras pépticas causadas por infecção por Helicobacter pylori e redução da acidez gástrica Para úlceras duodenais, é particularmente importante a supressão da secreção ácida noturna.

Os métodos de diminuição da acidez incluem um grande número de fármacos, todos eficazes, mas cujo custo, duração de tratamento e conveniência posológica são variáveis. Além disso, podem ser usadas medicações protetoras da mucosa gástrica (p. ex., sucralfato) e cirurgias com o intuito de diminuir a produção de ácido. O tratamento farmacológico será discutido no Tratamento medicamentoso da acidez gástrica

Caso tenha alguma dúvida, entre em contato com a Nova Clínica Luz. 

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